Quem sou? Na literatura da Alfabetização científica, encontramos artigos onde há a discussão entre os conceitos de ensino de ciências, cultura, ensino por investigação e cidadania. Pensar e oportunizar os temas temas vivenciados no contexto escolar com os conceitos de bem estar, viver em sociedade, se fazendo presente e ativo no contexto social, é também relacionar os conteúdos científicos de ciências com cidadania. Pensar na relação entre o meio ambiente, a natureza, o nosso corpo pensando na prática e exercício enquanto cidadão. Promover ações dentro do contexto escolar que despertem esta relação entre as ações que praticamos e o mundo que teremos no futuro.
Ao pensarmos nas demandas sociais, no funcionamento dos interesses e necessidades futuras, devemos pensar em uma educação científica a fim de enfrentar desafios que nos são colocados quanto aos objetivos de ensino e aprendizagem para os estudantes. Diante de tudo que discutimos até então, sobre a Alfabetização Científica (AC) e como inserir no cotidiano das pessoas a responsabilidade de refletir, inserir também a ideia de criticidade, a concepção de uma educação científica que propicie aos estudantes a capacidade de enfrentar situações no mundo atual e um papel ativo na tomada de decisões sobre tudo que as envolvem, pode-se inferir que nesse aspecto, por mais que seja novo para as pessoas, já se tem uma relação entre AC e cidadania. Basear-se no contexto dos estudantes para que aprendam é um bom início, ou seja, um ensino que busque a participação da sociedade (nesse caso, estudantes desde os anos iniciais) baseando-se em assuntos sócio científicos. Articular temas autênticos com o ensino de Ciências e com tecnologias, por exemplo, pode proporcionar envolvimento e engajamento dos estudantes em tais propostas. A tecnologia pode ser um bom exemplo de tema sócio científico, pois esse é um tema relevante em termos de ensino e aprendizagem. Isso porque a tecnologia está presente na vida de boa parte das pessoas, com o uso mais frequente dos celulares, tabletes, entre outros exemplos. Sabemos que a maioria das crianças e estudantes compreendem essa tecnologia, aprendem a manusear tais objetos com muita facilidade, porém não estabelecem um significado com a aprendizagem tecnológica e a importância dela na vida escolar e social. Nós, como professores, precisamos criar tais situações de ensino e portanto permitir aos nossos alunos essa conexão entre conhecimento científico e sua relação com o cotidiano, seja buscando saber o que eles já trazem de informação antes de chegar na escola, seja refletindo criticamente sobre tais concepções, dessa maneira, desertando no aluno sua curiosidade. Este foi apenas um exemplo, cabe a nós então, utilizarmos novos métodos e estratégias de ensino que favoreça a construção do conhecimento por parte dos estudantes sobre os mais variados temas sócio científicos, para assim promover a relação entre AC e cidadania.
Ótimo! Essas questões de compreender a tecnologia e suas implicações está também nos documentos oficiais! É algo de grande importância no ensino, e um ótimo exemplo.
Sem compreender os conhecimentos científicos, os cidadãos tornam-se apenas simples usuários, sem condições de avaliar as consequências da aplicação da ciência. No entanto, não basta conhecer conceitos científicos, é necessário pensar, refletir sobre eles, sua aplicação e possíveis contribuições e/ou consequências. Pensar uma educação nesse sentido, é necessário desde os anos iniciais do ensino fundamental, com vistas a capacitar o cidadão para opinar e contribuir na busca de soluções dos problemas contemporâneos. É, portanto, necessário apresentar para os alunos conteúdos científicos presentes em seus contextos históricos e culturais. Assim, para formar os educandos a partir de uma alfabetização científica é importante abordar temas universais que estejam relacionados com a ciência e com a tecnologia, temas presentes na vida dos cidadãos, tais como, alimentos, clima, saúde, trabalho, desmatamento, dentre outros. Nesse sentido, os alunos se tornarão cidadãos capacitados a compreender os prejuízos advindos, por exemplo, da exploração desenfreada dos ambientes naturais e destruição do meio ambiente, etc. Um ensino de ciências nessa perspectiva precisa romper com as formas tradicionais de ensino e adotar metodologias adequadas para ensinar crianças, adolescentes e jovens nascidos numa era tecnológica, envolvidos com a Ciência e com a tecnologia contemporâneas desde muito cedo.
De acordo com o famoso Dicionário Aurélio, cidadania “é a qualidade ou estado do cidadão”, sendo ele “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. Porém, podemos perceber que atualmente a visão de cidadania ainda é turva como água suja para a maioria das pessoas, pois elas não são estimuladas a pensarem sobre seu papel perante a sociedade em que convivem. Com a Ciência não é muito diferente: muitas vezes está “resumida” na cabeça das pessoas somente naquelas aulas traumatizantes que elas tiveram na escola, resultantes de um processo de Alfabetização Científica precário ou inexistente. Por isso, alinhar esses dois conceitos importantes e deturpados é desafio dobrado. Mas podemos pensar em ao menos duas opções: valorização do acesso ao conhecimento e mobilização cidadã a partir de temas científicos. De qual forma as pessoas têm acesso ao conhecimento? Se observarmos as pesquisas, este acesso acontece sobretudo com a escola e a universidade. Mas também sabemos que a maioria da população atualmente não frequenta essas instituições (apesar de já o terem frequentado). Infelizmente, a Educação Básica ainda precisa fortalecer a percepção das pessoas de que as descobertas científicas não surgem de uma hora pra outra, mas necessitam de anos de pesquisas e dedicação. Se aprofundarmos essa discussão, corre o risco de afirmar que mesmo a universidade e a graduação não conseguem dar conta deste desafio. Daí então, a mídia acaba sendo um importante meio para esta divulgação. Entretanto, existem movimentos pseudocientíficos que ganharam força com esta mesma mídia, como o terraplanismo e o movimento antivacina, dentre outras teorias da conspiração. Por isso, há uma necessidade gritante das instituições de pesquisa (sobretudo a universidade) mostrar realmente aos cidadãos e cidadãs o que ela está realmente fazendo, de forma que qualquer cidadão comum consiga entender, e fortalecendo as conexões com a população em geral. Um outro ponto é a mobilização cidadã a partir de temas científicos. É importante falar disso porque não basta saber que a poluição é prejudicial se não fizermos nada a respeito. Não basta simplesmente saber separar o lixo em casa sem saber se existe coleta seletiva na cidade. Não basta saber que a vacina é importante sem ir se vacinar. Por isso, apenas saber não basta, mas para além deste saber, deve haver maneiras das pessoas perceberem os temas sociocientíficos como desafios que precisam ser superados, e somente serão superados com ações concretas. De onde deve vir esta mobilização? De todos. Não basta apenas “jogar” a responsabilidade apenas no colo da universidade, mas isso só vai ser realmente realizado com uma profunda articulação entre ela, em conjunto com o poder público, movimentos sociais, e outras instituições. Por isso, fazer movimentos que articulem e formem continuamente cidadãos alfabetizados cientificamente é algo de grande complexidade, sobretudo por envolver a própria complexidade do contexto, tanto nos aspectos ambientais quanto políticos, sociais, tecnológicos, científicos, históricos, dentre outros. Apesar disso, não deixa de ser uma tarefa impossível, mas exige união, planejamento, organização, e muita, muita ação.
Excelente texto. Me lembra a ideia do tripé, apontada por Gil Perez e Vilches... ações educativas, políticas e tecnológicas. A ideia de que não é apenas papel da educação.
Para trabalhar com temas socio-científicos a fim de fomentar a Alfabetização Científica e consequentemente o desenvolvimento da Cidadania é necessário mais do que domínio de conceitos científicos. Nesse processo, o professor de ciências precisa conhecer a realidade de seus alunos, trabalhando as diferentes concepções sobre as temáticas abordadas, para tanto o professor precisa visualizar o currículo escolar de forma crítica e questionadora. Há vários temas que podem ser trabalhados na escola, inclusive a partir da Base Nacional Comum Curricular, que abrange diferentes críticas, mas que não há como ignorá-la já que ela têm sido implementada recentemente. A partir dela é possível trabalhar temáticas interdisciplinares em sala de aula, que estão relacionadas a questões socio-científicas, meio ambiente, água, lixo, alimentos, entre outros. Pensar nesse tipo de preocupação, que o professor precisa ter no planejamento de sua prática educativa, é pensar na necessidade de discutir sobre tais questões na formação inicial e continuada de professores, há aqui a necessidade de mobilizar saberes científicos, didático-pedagógicos, atitudinais e procedimentais na construção da identidade desse professor, preocupado com a formação para a cidadania.
Viver numa sociedade com intensas mudanças tecnológicas, políticas e sócias, exige dos cidadãos atitudes ligadas a tomada de decisões. A Alfabetização científica se configura como um fator primordial quando se busca fazer uma leitura crítica do mundo, pois articula perfeitamente a relação entre os fatores sociais, científicos e tecnológicos. Ao promover uma educação científica, se espera que haja esse olhar crítico frente às questões que nos circundam, é nesse sentido que a abordagem de temas sócio-científicos pode ampliar as visões dos cidadãos, além de aguçar um senso crítico para a tomada de decisão e para a participação em discussões de natureza sócio-científica. Se pensarmos, por exemplo, em discussões sobre a viabilidade do uso dos agrotóxicos nas lavouras, estamos pautando numa discussão de um tema de interesse político, social e científico. Para os agricultores, defensivos agrícolas. Para pessoas comuns e estudiosos, agrotóxicos. Observem que só pelos termos utilizados já percebemos os lados opostos em uma situação. Defendo a importância da educação científica voltada para a construção da Cidadania muito pelo fato de preparar as pessoas para discussões referentes à essas questões que estão, intimamente, relacionadas com o nosso dia a dia. É preciso que o Ensino de Ciências dê subsídios para a ocorrência do processo de Alfabetização Científica, desenvolvendo habilidades e competências para que o cidadão assuma um papel atuante frente à questões sócio-científicas, entendendo a realidade, opinando e tomando decisões importantes para a vida nesse contexto de mudanças.
Brisa da manhã A alfabetização científica pode ser compreendida como uma forma de significar a realidade que nos circunda, compreendendo e relacionando seus vários aspectos e conferindo sentido e relevância à ciência. Assim, pensar a alfabetização científica implica pensar também em temas socio-científicos, que estão intimamente ligados à vida humana, afetando sobremaneira a nossa forma de existir. Propostas que incentivem o pensar reflexivo e crítico sobre os temas sociais e sua relação com a ciência, nos permite ir além da simples contemplação da realidade. Permite a compreensão de toda uma rede de causas e consequências, que vão desde a ação nociva do homem sobre o planeta, passando pela má distribuição de renda a nível global, acarretando prejuízos a povos diversos, interferindo na qualidade da vida humana na terra. A reflexão, a busca por soluções, o entendimento das causas de determinados fenômenos socio-científicos e suas implicações, o levantamento de hipóteses para explicar a origem dessas questões, certamente contribuiriam para a tornar as pessoas conscientes de seu papel enquanto cidadãs.
Alfabetização científica e cidadania: como posso usar temas sócio-científicos a fim de promover tal relação?
Em nosso entendimento, podemos promover essa relação toda vez que, usamos os temas sócio-científicos instigando o outro a pensar, a refletir naquilo que se estar aprendendo ou usando. Por exemplo, existe algumas perguntas que não deve faltar toda vez que estamos aprendendo algo, do tipo: Para que aprender isto? Por que aprender? Faz realmente sentido isto que estou aprendendo? Que evidencia temos de que de fato é assim mesmo? E se não fosse assim? O que mais posso fazer com esse conhecimento - lista de possibilidades. Para quem mais interessa isto que estou aprendendo? Pensamos que perguntas como essas devem permear nossas práticas de ensino para que aquele que esta aprendendo vá gradativamente tendo consciência daquilo que esta se aprendendo ao mesmo tempo que aprendendo a se posicionar frente aquilo que aprende e as diversas questões que a vida lhes apresentará.
Quem sou?
ResponderExcluirNa literatura da Alfabetização científica, encontramos artigos onde há a discussão entre os conceitos de ensino de ciências, cultura, ensino por investigação e cidadania.
Pensar e oportunizar os temas temas vivenciados no contexto escolar com os conceitos de bem estar, viver em sociedade, se fazendo presente e ativo no contexto social, é também relacionar os conteúdos científicos de ciências com cidadania. Pensar na relação entre o meio ambiente, a natureza, o nosso corpo pensando na prática e exercício enquanto cidadão. Promover ações dentro do contexto escolar que despertem esta relação entre as ações que praticamos e o mundo que teremos no futuro.
ok...o texto está um pouco vago...
ExcluirSirius
ResponderExcluirAo pensarmos nas demandas sociais, no funcionamento dos interesses e necessidades futuras, devemos pensar em uma educação científica a fim de enfrentar desafios que nos são colocados quanto aos objetivos de ensino e aprendizagem para os estudantes. Diante de tudo que discutimos até então, sobre a Alfabetização Científica (AC) e como inserir no cotidiano das pessoas a responsabilidade de refletir, inserir também a ideia de criticidade, a concepção de uma educação científica que propicie aos estudantes a capacidade de enfrentar situações no mundo atual e um papel ativo na tomada de decisões sobre tudo que as envolvem, pode-se inferir que nesse aspecto, por mais que seja novo para as pessoas, já se tem uma relação entre AC e cidadania. Basear-se no contexto dos estudantes para que aprendam é um bom início, ou seja, um ensino que busque a participação da sociedade (nesse caso, estudantes desde os anos iniciais) baseando-se em assuntos sócio científicos. Articular temas autênticos com o ensino de Ciências e com tecnologias, por exemplo, pode proporcionar envolvimento e engajamento dos estudantes em tais propostas. A tecnologia pode ser um bom exemplo de tema sócio científico, pois esse é um tema relevante em termos de ensino e aprendizagem. Isso porque a tecnologia está presente na vida de boa parte das pessoas, com o uso mais frequente dos celulares, tabletes, entre outros exemplos. Sabemos que a maioria das crianças e estudantes compreendem essa tecnologia, aprendem a manusear tais objetos com muita facilidade, porém não estabelecem um significado com a aprendizagem tecnológica e a importância dela na vida escolar e social. Nós, como professores, precisamos criar tais situações de ensino e portanto permitir aos nossos alunos essa conexão entre conhecimento científico e sua relação com o cotidiano, seja buscando saber o que eles já trazem de informação antes de chegar na escola, seja refletindo criticamente sobre tais concepções, dessa maneira, desertando no aluno sua curiosidade. Este foi apenas um exemplo, cabe a nós então, utilizarmos novos métodos e estratégias de ensino que favoreça a construção do conhecimento por parte dos estudantes sobre os mais variados temas sócio científicos, para assim promover a relação entre AC e cidadania.
Ótimo! Essas questões de compreender a tecnologia e suas implicações está também nos documentos oficiais! É algo de grande importância no ensino, e um ótimo exemplo.
ExcluirGirassol
ResponderExcluirSem compreender os conhecimentos científicos, os cidadãos tornam-se apenas simples usuários, sem condições de avaliar as consequências da aplicação da ciência. No entanto, não basta conhecer conceitos científicos, é necessário pensar, refletir sobre eles, sua aplicação e possíveis contribuições e/ou consequências. Pensar uma educação nesse sentido, é necessário desde os anos iniciais do ensino fundamental, com vistas a capacitar o cidadão para opinar e contribuir na busca de soluções dos problemas contemporâneos. É, portanto, necessário apresentar para os alunos conteúdos científicos presentes em seus contextos históricos e culturais.
Assim, para formar os educandos a partir de uma alfabetização científica é importante abordar temas universais que estejam relacionados com a ciência e com a tecnologia, temas presentes na vida dos cidadãos, tais como, alimentos, clima, saúde, trabalho, desmatamento, dentre outros. Nesse sentido, os alunos se tornarão cidadãos capacitados a compreender os prejuízos advindos, por exemplo, da exploração desenfreada dos ambientes naturais e destruição do meio ambiente, etc.
Um ensino de ciências nessa perspectiva precisa romper com as formas tradicionais de ensino e adotar metodologias adequadas para ensinar crianças, adolescentes e jovens nascidos numa era tecnológica, envolvidos com a Ciência e com a tecnologia contemporâneas desde muito cedo.
Gosto dos temas trazidos, todos eles trazem aspectos significativos para o ensino. Ótimo!
ExcluirSaturno
ResponderExcluirDe acordo com o famoso Dicionário Aurélio, cidadania “é a qualidade ou estado do cidadão”, sendo ele “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. Porém, podemos perceber que atualmente a visão de cidadania ainda é turva como água suja para a maioria das pessoas, pois elas não são estimuladas a pensarem sobre seu papel perante a sociedade em que convivem. Com a Ciência não é muito diferente: muitas vezes está “resumida” na cabeça das pessoas somente naquelas aulas traumatizantes que elas tiveram na escola, resultantes de um processo de Alfabetização Científica precário ou inexistente. Por isso, alinhar esses dois conceitos importantes e deturpados é desafio dobrado. Mas podemos pensar em ao menos duas opções: valorização do acesso ao conhecimento e mobilização cidadã a partir de temas científicos.
De qual forma as pessoas têm acesso ao conhecimento? Se observarmos as pesquisas, este acesso acontece sobretudo com a escola e a universidade. Mas também sabemos que a maioria da população atualmente não frequenta essas instituições (apesar de já o terem frequentado). Infelizmente, a Educação Básica ainda precisa fortalecer a percepção das pessoas de que as descobertas científicas não surgem de uma hora pra outra, mas necessitam de anos de pesquisas e dedicação. Se aprofundarmos essa discussão, corre o risco de afirmar que mesmo a universidade e a graduação não conseguem dar conta deste desafio. Daí então, a mídia acaba sendo um importante meio para esta divulgação. Entretanto, existem movimentos pseudocientíficos que ganharam força com esta mesma mídia, como o terraplanismo e o movimento antivacina, dentre outras teorias da conspiração. Por isso, há uma necessidade gritante das instituições de pesquisa (sobretudo a universidade) mostrar realmente aos cidadãos e cidadãs o que ela está realmente fazendo, de forma que qualquer cidadão comum consiga entender, e fortalecendo as conexões com a população em geral.
Um outro ponto é a mobilização cidadã a partir de temas científicos. É importante falar disso porque não basta saber que a poluição é prejudicial se não fizermos nada a respeito. Não basta simplesmente saber separar o lixo em casa sem saber se existe coleta seletiva na cidade. Não basta saber que a vacina é importante sem ir se vacinar. Por isso, apenas saber não basta, mas para além deste saber, deve haver maneiras das pessoas perceberem os temas sociocientíficos como desafios que precisam ser superados, e somente serão superados com ações concretas. De onde deve vir esta mobilização? De todos. Não basta apenas “jogar” a responsabilidade apenas no colo da universidade, mas isso só vai ser realmente realizado com uma profunda articulação entre ela, em conjunto com o poder público, movimentos sociais, e outras instituições.
Por isso, fazer movimentos que articulem e formem continuamente cidadãos alfabetizados cientificamente é algo de grande complexidade, sobretudo por envolver a própria complexidade do contexto, tanto nos aspectos ambientais quanto políticos, sociais, tecnológicos, científicos, históricos, dentre outros. Apesar disso, não deixa de ser uma tarefa impossível, mas exige união, planejamento, organização, e muita, muita ação.
Excelente texto. Me lembra a ideia do tripé, apontada por Gil Perez e Vilches... ações educativas, políticas e tecnológicas. A ideia de que não é apenas papel da educação.
ExcluirDiná
ResponderExcluirPara trabalhar com temas socio-científicos a fim de fomentar a Alfabetização Científica e consequentemente o desenvolvimento da Cidadania é necessário mais do que domínio de conceitos científicos. Nesse processo, o professor de ciências precisa conhecer a realidade de seus alunos, trabalhando as diferentes concepções sobre as temáticas abordadas, para tanto o professor precisa visualizar o currículo escolar de forma crítica e questionadora. Há vários temas que podem ser trabalhados na escola, inclusive a partir da Base Nacional Comum Curricular, que abrange diferentes críticas, mas que não há como ignorá-la já que ela têm sido implementada recentemente. A partir dela é possível trabalhar temáticas interdisciplinares em sala de aula, que estão relacionadas a questões socio-científicas, meio ambiente, água, lixo, alimentos, entre outros. Pensar nesse tipo de preocupação, que o professor precisa ter no planejamento de sua prática educativa, é pensar na necessidade de discutir sobre tais questões na formação inicial e continuada de professores, há aqui a necessidade de mobilizar saberes científicos, didático-pedagógicos, atitudinais e procedimentais na construção da identidade desse professor, preocupado com a formação para a cidadania.
Ótimo texto.
ExcluirLiberdade de Ser
ResponderExcluirViver numa sociedade com intensas mudanças tecnológicas, políticas e sócias, exige dos cidadãos atitudes ligadas a tomada de decisões. A Alfabetização científica se configura como um fator primordial quando se busca fazer uma leitura crítica do mundo, pois articula perfeitamente a relação entre os fatores sociais, científicos e tecnológicos.
Ao promover uma educação científica, se espera que haja esse olhar crítico frente às questões que nos circundam, é nesse sentido que a abordagem de temas sócio-científicos pode ampliar as visões dos cidadãos, além de aguçar um senso crítico para a tomada de decisão e para a participação em discussões de natureza sócio-científica.
Se pensarmos, por exemplo, em discussões sobre a viabilidade do uso dos agrotóxicos nas lavouras, estamos pautando numa discussão de um tema de interesse político, social e científico. Para os agricultores, defensivos agrícolas. Para pessoas comuns e estudiosos, agrotóxicos. Observem que só pelos termos utilizados já percebemos os lados opostos em uma situação. Defendo a importância da educação científica voltada para a construção da Cidadania muito pelo fato de preparar as pessoas para discussões referentes à essas questões que estão, intimamente, relacionadas com o nosso dia a dia. É preciso que o Ensino de Ciências dê subsídios para a ocorrência do processo de Alfabetização Científica, desenvolvendo habilidades e competências para que o cidadão assuma um papel atuante frente à questões sócio-científicas, entendendo a realidade, opinando e tomando decisões importantes para a vida nesse contexto de mudanças.
Ótimo texto!
ExcluirBrisa da manhã
ResponderExcluirA alfabetização científica pode ser compreendida como uma forma de significar a realidade que nos circunda, compreendendo e relacionando seus vários aspectos e conferindo sentido e relevância à ciência. Assim, pensar a alfabetização científica implica pensar também em temas socio-científicos, que estão intimamente ligados à vida humana, afetando sobremaneira a nossa forma de existir. Propostas que incentivem o pensar reflexivo e crítico sobre os temas sociais e sua relação com a ciência, nos permite ir além da simples contemplação da realidade. Permite a compreensão de toda uma rede de causas e consequências, que vão desde a ação nociva do homem sobre o planeta, passando pela má distribuição de renda a nível global, acarretando prejuízos a povos diversos, interferindo na qualidade da vida humana na terra. A reflexão, a busca por soluções, o entendimento das causas de determinados fenômenos socio-científicos e suas implicações, o levantamento de hipóteses para explicar a origem dessas questões, certamente contribuiriam para a tornar as pessoas conscientes de seu papel enquanto cidadãs.
Bom texto... poderia talvez aprofundar mais em alguns momentos.
ExcluirMARIA
ResponderExcluirAlfabetização científica e cidadania: como posso usar temas sócio-científicos a fim de promover tal relação?
Em nosso entendimento, podemos promover essa relação toda vez que, usamos os temas sócio-científicos instigando o outro a pensar, a refletir naquilo que se estar aprendendo ou usando. Por exemplo, existe algumas perguntas que não deve faltar toda vez que estamos aprendendo algo, do tipo: Para que aprender isto? Por que aprender? Faz realmente sentido isto que estou aprendendo? Que evidencia temos de que de fato é assim mesmo? E se não fosse assim? O que mais posso fazer com esse conhecimento - lista de possibilidades. Para quem mais interessa isto que estou aprendendo?
Pensamos que perguntas como essas devem permear nossas práticas de ensino para que aquele que esta aprendendo vá gradativamente tendo consciência daquilo que esta se aprendendo ao mesmo tempo que aprendendo a se posicionar frente aquilo que aprende e as diversas questões que a vida lhes apresentará.
Concordo em parte... essas questões são mais significativas quando falamos de temas sócio-científicos?
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