Texto 3: Que aspectos da cultura científica não foram contemplados em sua formação e que você, agora como professor(a), acha fundamental serem vivenciados?

Comentários

  1. Maria

    Entendo que é complicado falar que determinados assuntos não foram contemplados em minha formação, tendo em vista que somos seres esquecidiços, bem como a depender de como as aulas foram ministradas, o conhecimento não é adaptado. Levando em consideração esses pormenores fico tranquila a dizer que senão foi por os motivos já mencionados nunca aprendi antes de me tornar gente, o que era um museu, um trovão, um relâmpago, como se fazia as ondas do mar, o que eram as quatro estações do ano, o que fazia os dias e as noites, muito menos que após o ensino médio havia outras modalidades, níveis de ensino, fundamental estudar, para se ter perspectivas melhores de vida e etc, assuntos essenciais e fáceis de se ensinar de maneira que gere conhecimento desde de ainda muito cedo na vida de uma criança. Considero essenciais esses conhecimentos desde cedo pela as crianças.

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  2. Pseudônimo: João
    Na minha formação se discutiu sobre os aspectos da cultura científica e os aspectos conceituais e metodológicos também foram trabalhados, no entanto o fazer científico sempre foi acompanhado de roteiros prontos e com resultados predeterminados, sem o desenvolvimento de questionamentos e hipóteses.
    A falta de experiência em relação a desenvolver um problema, uma hipótese e a partir disso realizar testes experimentais para chegar a uma possível resolução e/ou resultado, é algo que sinto falta e vivenciar isso seria fundamental hoje como professora, pois auxiliaria na prática docente de forma a desenvolver melhor a alfabetização científica. Além disso, durante a formação não houve disciplinas que trabalhassem como realizar a transição dos aspectos da cultura científica para a cultura e a realidade escolar.

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    1. Bom texto, que essas lacunas sejam importantes para construir novos conhecimentos.

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  3. Quem sou eu?
    Fazendo uma retrospectiva, indo la atras no meu processo inicial de formação, percebo o quanto ficaram lacunas no estímulo ao senso de observação, na contemplação, na reflexão e nos questionamentos sobre os fenômenos, sobre a exploração deste ambiente que nos cerca, sobre as inúmeras possibilidades... parece que sempre fui conformada a aceitar... triste isso né? E ai, quando nos deparamos com os eixos e as inúmeras possibilidades de perceber e intervir com estes conhecimento científico, é como um universo de opções e posturas investigativas estivesse se ampliando. Viver isso está sendo desafiador e muito bom!

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    1. Que bom... que as lacunas gerem necessidade de um novo equilíbrio, no sentido Piagetiano.

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  4. Girassol

    Durante minha formação enquanto estudante da educação básica o ensino de ciências era centrado na memorização de conceitos, não havia espaço para reflexão e construção do conhecimento, eles eram dados prontos, seguidos de exercícios de fixação.
    Na minha formação acadêmica os aspectos da cultura científica não se fizeram presentes de forma consistente. Um aspecto muito enfatizado foi a importância de valorizar os conhecimentos prévios dos alunos e a pertinência de estabelecer relações dos conhecimentos construídos com o cotidiano dos educandos. No entanto, como fazer isso, quais estratégias utilizar, pelo menos na minha compreensão, não foi tão explorado.
    Assim, a partir da minha atuação docente, percebo a ausência de vários aspectos da cultura científica na minha formação e que são de extrema importância, tais como a identificação de regularidades, o trabalho com projeções; a relação de hipóteses e evidências empíricas; a explicação para fato inusitado, ou seja, ações que propusessem temas, que fossem comentados e desenvolvidos por meio da linguagem verbal, que levasse à elaboração de um problema, criação hipóteses, busca por similaridades e diferenças entre dados obtidos em variadas condições e a comparação de resultados com hipóteses iniciais. Não havia uma interação entre a cultura científica e a cultura escolar.

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    1. Ótima reflexão... que as lacunas te perturbem bastante para trazer a necessidade novas construções.. rs...

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  5. Texto 03:

    Universo

    Durante a minha formação docente o ensino de Ciências sempre esteve ligado diretamente a memorização e transcrição do que os professores passavam no quadro ou quando pediam para resumir ou fazer um trabalho sobre algum tema relacionado a essa área do conhecimento.
    Porém durante a minha graduação me deparei com alguns termos científicos, entretanto essas nomenclaturas não precisavam de um aprofundamento a respeito do seu entendimento, algo que era contornado facilmente. Nesse sentido, atualmente como professor e entendendo a importância de se aprofundar mediante certas questões que giram em torno do campo das ciências, busco relacionar essas concepções e conceitos por meio de discussões de textos e filmas e valorizando os conhecimentos prévios dos educandos, uma vez que muitas dessas crianças trazem consigo um conhecimento por meio do que eles assistiram e/ou leram em certo momento de sua vida.
    Sinto hoje muita falta de levantar com meus alunos hipóteses, depois trazer esses questionamentos para uma discussão maior e buscar trabalhar essas questões por meio de experimentos, para que daí, pudéssemos perceber e identificar a Cultura Escolar da Cultura Científica.
    Entretanto, entendo que isso é um desafio a ser superado, pois no campo da educação e cabe também na função do educador precisamos desafiar nossos alunos, orientá-los para questionar, refletir e indagar sobre as questões que giram em nossa sociedade e o professor precisa tornar o ensino o mais atraente possível para que os educandos possam ser contemplados com uma aula prazerosa e dinâmica.

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    1. Ótima reflexão.
      "Todo conhecimento é resposta a uma questão" ... que as perguntas criem novos conhecimentos.

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  6. Brisa da manhã
    Durante a minha formação, aspectos significativos da cultura científica ficaram longe do meu alcance e me arrisco a dizer também, de toda uma geração que vivenciou comigo o ensino fundamental. O ensino médio também não trouxe aspectos da cultura científica para serem debatidos ou vivenciados por meio de observações, experimentos ou formulações de hipóteses. A graduação introduziu alguns debates sobre a natureza da ciência, porém, sem aprofundamento. Ao deixar de lado os conhecimentos relacionados às ciências da natureza enquanto área de conhecimento da humanidade, a escola fica presa à cultura escolar, impedindo que aspectos relevantes e próprios da ciência adentrem a sala de aula. Hoje, consigo fazer uma retrospectiva das atividades de ciências da natureza e vejo o quão distantes elas eram da realidade histórica, viva e dinâmica na qual a ciência é forjada. O famoso copiar e colar, que fazemos corriqueiramente ao lidar com a tecnologia digital, já era usado em minha época com as informações estanques e descontextualizadas sobre ciência, que tínhamos que apenas identificar nos textos e reproduzir nas atividades da disciplina. Hoje, percebo que a ciência está atrelada a questões sociais, econômicas e históricas, e esses aspectos devem ser abordados nas aulas, fazendo com que os alunos reflitam sobre o papel da construção de hipóteses, a busca por evidências e a própria divulgação das ideias científicas. A cultura científica possui normas próprias de divulgação de estudos e resultados de pesquisa, que em muitos casos, são relevantes para a sociedade e contribuiriam sobremaneira para o entendimento da ciência enquanto área de conhecimento da humanidade, da qual alunos e professores precisam urgentemente se apropriarem.

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    1. Excelente reflexão. Você realmente fez o texto com envolvimento, trazendo questões suas não de maneira superficial. Parabéns...

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  7. TEXTO 3.
    ESPERANÇA
    “É preciso que todos os alunos
    se apropriem do percurso científico. Isso é indiscutível”.
    (Charles Hadji, 2006).

    Acredito que aspectos importantíssimos deixaram e, em muitos casos, ainda deixam de ser contemplados. Pois acredito que a educação deve favorecer a formação da cidadania. A luta pela cidadania, na contemporaneidade, exige direito ao conhecimento; afinal, a sociedade em rede, causada pela revolução das tecnologias, traz uma nova lógica que descentraliza o acesso à informação e facilita a livre comunicação entre as pessoas. O conhecimento é pressuposto para a emancipação, e os cidadãos, dotados de conhecimentos, serão capazes de afetar decisões políticas e a sociedade na qual estão inseridos. Assim, o desenvolvimento de uma cidadania cultural, crítica e ativa depende também de se ter conhecimento sobre ciência. Assim, é de fundamental importância que se utilize como ponto de partida os conhecimentos prévios, com o claro objetivo de transformá-los, envolvendo-os em problematizações cujas resoluções exijam novos e, por vezes, conhecimentos mais complexos do que os iniciais. Procedimentos de ensino desta natureza favorecem a articulação entre o conteúdo que faz parte do currículo escolar e o seu uso cotidiano. Essa atitude facilita e possibilita aprofundamentos teóricos e práticos. Como mediador, o professor não pode agir de forma dogmática na construção do conhecimento, não pode impor, mas estabelecer as ligações entre o que os educandos já conhecem e o novo conhecimento científico que pretende construir com eles, possibilitando que, depois, consigam realizá-lo autonomamente. O educando, orientado pelo professor, estabelecerá as ligações e o confronto entre seu conhecimento prévio, cotidiano, com o novo conhecimento científico que se expressará na totalidade concreta do pensamento. No processo de construção do conhecimento é imprescindível a mediação do adulto. Dessa forma, essa mediação do professor é considerada um aspecto fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem cientifica ele articula os novos e velhos conhecimentos ou seja, une seus conceitos cotidianos aos científicos, pela mediação do professor, estabelecendo novas relações, o que lhe permite ir muito além do imediatamente perceptível. Este é o caminho que deverá trilhar o professor para construir os conceitos científicos em e com seus educandos.

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    1. Esperança, o texto era pra ser autoral, detectei trechos de alguns outros textos, entre eles: http://ead.bauru.sp.gov.br/efront/www/content/lessons/41/A%20constru%C3%A7%C3%A3o%20dos%20conceitos%20cient%C3%ADficos%20em%20sala%20de%20aula.pdf

      http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022019000100534

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  8. Izzie Stevens

    Durante a minha vivência enquanto estudante do Ensino Fundamental e Médio, foi diminuto o contato que eu tive com os elementos da cultura cientifica, tendo em vista , que na maioria das vezes a ciência era apresentada como pronta e acabada e o ensino se baseava na memorização e repetição de conceitos apresentados pelos livros didáticos ou internet. Foram diversas as pesquisas que realizei no Wikipédia , onde na época eu ia na Lan House e fazia uma busca sobre um determinada tema, copiava e colava tudo que estava lá e entregava para o (a) professor(a), sem ao menos ler o que estava escrito ali.Foram vários os momentos em que eu passava noites decorando a parte que iria apresentar em um seminário, sem ao menos entender o que aquilo queria dizer e quando esquecia uma palavra, não conseguia mais seguir o raciocínio , porque não havia aprendido de fato, estava apenas memorizando ideias e repetindo-as sem analisar-las criticamente. Ao final sempre tirava nota máxima e achava que estava aprendendo,um grande erro meu!, mas que culpa eu tinha se não era instigada a refletir? a criticar? a pensar ? Nenhuma. E a culpa era dos professores? Na grande maioria das vezes não,não os culpo, sei que se eles agiam assim , eram porque não haviam sido formados para levar o aluno a pensar fora da caixinha , a se libertar de alguma forma do livro didático e das memorizações. Alguns professores até tentavam fugir um pouco da monotomia e de alguma forma nos ajudar a pensar sobre questões ambientais e políticas, mas eram em momentos bem pontuais.
    Na graduação começaram a surgir alguns insights nas disciplinas pedagógicas e em algumas específicas no que se refere à compreensão da natureza da ciência e as suas limitações , mas ainda assim houve um predomínio da ciência neutra e positivista, onde nas aulas práticas por exemplo, tínhamos que seguir um roteiro pronto , sem espaços para erros , levantamentos de hipóteses e problematizações, porque tudo estava milimetricamente cronometrado e nada poderia dar errado, levando-nos a acreditar em um método científico universal, linear e estático.
    Portanto , a partir dos apontamentos supracitados, posso dizer que sentir falta de vários aspectos da cultura cientifica durante a minha formação profissional, tais como: a compreensão da natureza da ciência; o processo de construção humana da ciência que envolve valores e interesses políticos e econômicos , incluindo a disseminação do racismo científico apregoado por muito tempo por diversas teorias cientificas e a compreensão das inter-relações Ciência Tecnologia e Sociedade, para além de uma compreensão ingênua , linear determinista, salvacionista e limitada entre estes três campos.
    Além destas questões, acho importante também o aspecto da divulgação científica, pois como sabemos, é muito grande a influência que a mídia exerce sobre as pessoas, muitas vezes trazendo informações equivocadas e errôneas da ciência e tecnologia. Por isso cabe às instituições educacionais buscar alternativas para a promoção da alfabetização científica dentro do ambiente escolar e para além dos seus muros , por meio, por exemplo da: elaboração de projetos , oficinas, visita a museus, entre outras possibilidades, para a que a comunidade de forma geral seja informada e aprenda sobre estes aspectos relacionados à ciência de uma forma crítica e que contribua para a sua formação cidadã.

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    1. Excelente reflexão. Penso que ela é importante para trazer o que não quero ser como professor e que tipo de questões quero trabalhar com meus alunos.

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  9. LIBERDADE DE SER

    Se tratando da minha formação, pensando na educação básica, posso dizer que, embora eu tivesse tido uma ótima professora de Biologia no Ensino Médio, ainda assim, muitos aspectos da cultura científica não foram contemplados. Durante todo o Ensino Médio, vi pouco sobre natureza da ciência, sobre o que se está por trás de todas as teorias e cientistas, suas trajetórias, barreiras, dificuldades. Acho que faltou esse entendimento. Essa sensação de que na ciência há muitos paradigmas e que são através deles que o conhecimento científico é construído. Além do mais, a imagem de cientista que eu tinha era sempre masculina, pouco se explorava a figura feminina na ciência e isso me inquietava. Outro aspecto que foi pouco evidenciado foi a contextualização, a ideia de ciência no cotidiano, por muitas vezes a ciência ficou deslocada dos aspectos sociais e políticos, enfatizar a relação CTS é importante.
    Hoje como professor#, acho essencial que se ressignifique o ensino de ciências, dando atenção aos aspectos que formam e caracterizam a ciência. Acho importante fazer com que os estudantes vejam sentido no conhecimento científico e relacionem com o seu cotidiano. É importante que os estudantes vivenciem a história da ciência, das teorias, os seus paradigmas, as revoluções que ocorreram e ainda ocorrem para que o conhecimento científico seja construído e faça parte de nossas vidas.

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    1. Além das questões da Natureza da Ciência, como podemos também aproximar de práticas que envolvam aspectos da cultura científica?

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  10. Sirius


    Com base em alguns pressupostos, discussões e reflexões desde a minha graduação e principalmente na pós-graduação, acerca da Ciência como cultura, posso afirmar que diversos aspectos da cultura cientifica NÃO foram contemplados na minha formação básica. A partir das reflexões que tenho feito e das informações acerca do papel que o estudante deve ter em sala de aula, de ser protagonista junto professor (como mediador) no processo de construção do seu conhecimento, situo este como um dos principais aspectos, pois não havia (no meu contexto de ensino) interações entre professor e estudante que abrisse espaço para desenvolvermos determinadas habilidades que hoje considero essenciais nesse processo de ensino e aprendizagem, tais como: discussões em sala de aula; a contextualização entre o que era estudado e a realidade do estudante, como forma de contribuição tanto para a consolidação dos assuntos, quanto para sua visão mais crítica sobre o mundo em que vive; as habilidades argumentativas também eram pouco (quase nunca) exploradas, visto que no contexto de ensino no qual eu estava inserido (a) não se buscava aproximação com uma cultura científica. Hoje como professor (a) penso muito que nós somos mediadores na construção desses novos saberes que irão fazer parte da vida do estudante. Portanto, é imprescindível que nas aulas aspectos como, experimentação, resolução de problemas, testar hipóteses, dentre outros, propiciar um ambiente que venha gerar discussões e reflexões, como dito anteriormente, levando o educando a de fato imergir na cultura cientifica.

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  11. Diná

    Um conjunto variado de aspectos! Consigo afirmar que a maioria de nós vivenciou a cultura escolar tradicional, essa que continua presente em nossas escolas, sobretudo em seus formatos de salas de aulas com carteiras enfileiradas, professores que mandam e transmitem informações e alunos que recebem ou fingem que recebem/memorizam elas. Mas como os conhecimentos atrelados a essas informações foram produzidos mesmo? Porque eu preciso conhecer sobre esses assuntos? Ahhhh a Escola! (suspiros) Um espaço com potencial incrível, mas nem sempre conseguimos transformá-la naquilo que ela deveria ser. Por favor, peço licença aqueles envolvidos nas pequenas iniciativas, nas aulas comprometidas com o contexto dos educandos, com os projetos riquíssimos, com as sequências de ensino diferenciadas, e tantas outras atitudes, CONTINUEM FAZENDO ISSO! O DESEJO DE MUDAR O ESPAÇO ESCOLA TÊM SIDO UM DOS MAIS IMPORTANTES MOTORES PARA A TRANSFORMAÇÃO! Mas, pensando sobre este questionamento percebo que muita coisa da cultura científica que não tive contato no período da Educação Básica ainda não é discutida na escola. Hoje o que eu acho fundamental da cultura científica e que eu gostaria muito de ter tido contato nos meus tempos de ensino fundamental e médio diz respeito ao estímulo do questionamento e do pensamento crítico, também não vou dizer que isso foi completamente ausente, mas eu queria que nas minhas aulas, inclusive nas aulas de ciências eu tivesse a liberdade e o incentivo de assumir atitudes de questionamento. E, nesse processo ser incentivada a procurar respostas. Pensando na cultura cientifica e na ideia de Alfabetização Científica que temos construído na disciplina, gostaria de ter tido mais oportunidades de trabalhar com a argumentação, com a verdadeira História da Ciência, aquela construída por seres humanos normais como eu, de ter sido apresentada as mulheres cientistas, de perceber que o conhecimento cientifico e tecnológico aciona diferentes interesses e relaciona-se com valores éticos! Eu gostaria que a escola tivesse me mostrado o quanto as disciplinas conseguem dialogar, que a Ciência pode e deve ser articulada com outras áreas do conhecimento, Ciência e Arte? Ciência e Literatura? Ciência e História? Ciência na Cozinha? Ciência Neutra? Ciência e Tecnologia? Ciência no cotidiano? Ciência nos Filmes? São tantas possibilidades, tantos questionamentos, tantos caminhos e nenhuma resposta completamente correta! Eu queria que o ensino sobre Ciências tivesse mostrado o quanto ele estava envolvido com meu contexto de vida, e que pensar sobre suas construções seria fundamental para minha formação cidadã.

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    1. Parabéns, excelente reflexão! Que todas essas interfaces da Ciência apareçam em sua prática.

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  12. Saturno

    Quando a gente se aprofunda num estudo ou num tema, temos a oportunidade de ampliar nossa visão sobre ele e desenvolver novas reflexões. Por isso, pensar sobre nossa formação pelo viés dos aspectos da cultura científica significa observar quantas coisas essenciais não tivemos o privilégio de ter estudado ou vivenciado durante nossa formação. Por isso, é importante refletir sobre esses aspectos.

    Durante minha formação na Educação Básica, a grande maioria de minhas aulas de Ciências foi rodeada de conteúdos sendo despejados, sendo que era nossa obrigação absorver aquilo tudo como uma esponja, e depois despejar tudo na prova, pra ter uma boa nota, pra passar de ano, etc. Mas no final, pouca coisa ficava com os alunos. E assim permanecia esse vício de esponja: absorve, aperta, despeja, quase tudo chegava e saía, quase nada ficava. Nesse vai e volta, era difícil que os alunos despertassem alguma reflexão, alguma crítica, pois ninguém havia dito que poderia ser de outro jeito. Por isso, não apenas saber sobre a ciência, mas refletir sobre ela, é algo transformador porque encoraja a repensar diversos outros assuntos e as relações que temos com o ambiente, a tecnologia, a própria ciência e a sociedade.

    Durante minha formação na graduação, pude perceber que a ciência poderia ser apresentada aos alunos de outras formas, e que apenas despejar os conceitos científicos era apenas uma delas. Ainda assim, acho que poderia ter havido mais incentivo à pesquisa, pois pesquisar é também fazer ciência, e o cientista não precisa ser um homem branco com cara de louco vestindo um jaleco dentro de um laboratório sozinho e mexendo em várias vidrarias, mas ter compreendido antes que a ciência é uma construção feita com várias pessoas e anos de dedicação, não limitada a “gênios” e “insights”. Daí então vale dizer que aqueles que fazem licenciaturas também podem (e devem) ser pesquisadores, para que possam pensar nas qualidades da escola e buscar maneiras de enfrentar os problemas que a afetam.

    Participando desta etapa de formação, percebemos com mais vigor a importância de inovarmos algumas características do ensino, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior, de forma que a tão sonhada formação crítica possa acontecer de verdade, e a sociedade em que vivemos seja composta por muitos cidadãos e cidadãs que possam pensar de forma mais reflexiva, observando a ciência para além de algo que pode salvar, mas que também pode prejudicar (como vemos tantos exemplos), que sua construção acontece num processo muitas vezes lento e doloroso, custando várias vidas; que ser alfabetizado cientificamente não é somente saber ler e escrever, mas compreender sobre a ciência; e que ela está rodeada de questões políticas, econômicas, sociais e ambientais. Somente assim a formação sairá da sua função “esponjosa” e será, de fato, transformadora.

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  13. Pseudônimo: Flor

    Durante a minha formação, tive uma visão bastante distorcida do meu conhecimento atual sobre o conceito do que é ser cientista. Minha visão era muito parecida com a que é transmitida pela mídia em relação a imagem do cientista pesquisador, sempre ouvia pelos corredores e percebia pela fala e postura de alguns professores, que o acesso à iniciação científica era um “privilégio” de alguns alunos, principalmente por aqueles que tinham uma afinidade ao ambiente de laboratório ou a pesquisas em campo(que não era na escola), os alunos que optaram pela graduação com o objetivo de ensinar, se sentiam obrigados (pois era cobrado pelos professores e pelos critério de seleções dentro da universidade) que participassem de pesquisas relacionadas ao ambiente laboratorial ou campo( já que não tinha a opção de pesquisa no ambiente escola). Pesquisas relacionadas ao ambiente escolar, aos conteúdos e metodologia de ensino, voltadas para a educação, na minha época, não existia. Dessa forma, senti muita dificuldade de me adaptar a um curso que não tinha uma cultura científica voltada para o objetivo principal da licenciatura. Também tive pouco contato com o ambiente escolar, e fui incentivado por professores que tratavam os alunos de licenciatura como se eles tivessem optado pelo bacharelado. Logo, acredito que é fundamental que os licenciandos consigam conviver no ambiente escolar, conhecer suas limitações e necessidades, além do acesso aos conhecimentos e informações disponíveis nas pesquisas científicas da área de formação (ensino básico). Para que assim, a atuação profissional seja baseado em uma identidade já constituída e fundamentada nas pesquisar relacionadas a educação.

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    1. Engraçado como você escolheu uma carreira científica mesmo tendo essa visão equivocada do próprio conhecimento científico.

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