Pensar nas minhas primeiras concepções sobre conhecimento científico, me faz ir na minha infância, quando o desejo ser professor se manifestou apenas como brincar de faz de conta. Meus desejos de conhecer a rotina deste universo do “ser professor” começaram a se evidenciar e, por incrível que pareça, eles foram fomentados com indagações na área de ciências. Impressionante isto... O primeiro deles foi me extasiar com a produção das matrizes e mimeógrafos. Ficava atenta aos momentos onde os professores rondavam este ambiente e era a hora de “rodar atividade”. Como era interessante ver um oficio branco se transformar em inúmeras possibilidades... O segundo momento, e acho que o mais “mão na massa”, foi a tentativa de produzir em casa tinta colorida. Lembro que foram inúmeros experimentos... Mas o último deles e que me fez desistir de tentar foi quando fiz a mistura da tinta de caneta, cada cor separadamente, com água, e coloquei imediatamente na geladeira pra engrossar. Esperei horas por isto... e nada. Até que tive a ideia, já que não conseguia a consistência adequada da tinta da escola, resolvi pensar em algo que se parecesse com aquela textura mágica. Foi ai que adicionei leite condensado a mistura, pois o leite condensado tinha a textura que aproximava com a da tinta. A “espera” foi grande e a decepção do “como assim” pois ela não acontecia. Aí desisti. Antes mesmo de perguntar. Só me dei conta disto, na reflexão para esta vivência. Quem sou eu?
Há alguns elementos de minha história de vida, principalmente da minha infância, que explicam a escolha pela Ciência. Sempre fui uma pessoa curiosa, criativa, adorava inventar e imaginar coisas, eu era daquelas que gostava de aprender e conhecer coisas novas e diferentes, eu tinha esse desejo latente de entender as "coisas", "fenômenos", "processos" e até as pessoas, talvez a fonte de todas as perguntas que eu tinha era fruto da vontade de entender o mundo mesmo. E tem um material que me marcou, que eu sou apaixonada e tenho um carinho especial até hoje, a Revista Ciência Hoje das Crianças - CHC. As edições dessa revista ficavam disponíveis na sala de leitura/biblioteca da escola onde estudava no Ensino Fundamental II, e me lembro que eu gostava muito de ler e levar para casa porque apresentavam uma CIÊNCIA diferente daquela que eu aprendia na sala de aula, era sem dúvida uma maneira diferente de falar sobre CIÊNCIA. A capa sempre trazia uma frase intrigante e imagens divertidas que chamavam minha atenção, sem contar que eram assuntos bem variados e muitas vezes desconhecidos. Apesar de reconhecer a importância desse material percebo que nunca tive a oportunidade de participar de aulas de ciências em que ele fosse utilizado como recurso didático, claro que é possível que ele tenha sido utilizado desta forma em outros contextos, mas nas experiências que tenho e me recordo elas ficavam presas na salas de leitura, enfileiradas e organizadas. Acho que esse desejo de entender o mundo, de pensar nas minhas perguntas e nas de outras pessoas, além da formação na área de ensino criaram essa paixão pelo ensino de Ciências, pela divulgação científica, pela ficção científica, pela leitura, pela Ciência diferenciada, espero poder levar isso para sala de aula e aos poucos tentar responder as perguntas que ainda carrego comigo e mediar a busca dos estudantes pelas suas próprias respostas.
Bem, acredito que tudo começou no Ensino fundamental II (mais especificamente, dos meus 11 anos aos 13 anos, que engloba do 6º ano até o 8º ano), em que estudei sobre os seres vivos, o corpo humano, o meio ambiente dentre outros assuntos. Todos os conteúdos me deixavam intrigada, pois passava refletir sobre o meu organismo, sobre o seu funcionamento e o quão era dinâmico e repleto de peculiaridades. E quanto mais estudava ciências, mais eu gostava, pois passava a ver o ambiente ao meu redor de outra forma. É importante ressaltar a importância de alguns professores que contribuíram para que eu despertasse esse interesse pelas ciências, por meio de suas aulas e da forma dinâmica em explicar os conteúdos. Além do Ensino Fundamental II, destaco também o período do Ensino médio, em que houve a separação das disciplinas da área das ciências, biologia, física e química. Nesse momento, eu conheci algo novo, que fazia parte da minha vida desde o estudo das plantas até como funciona uma lâmpada e como o que se trata e as causas do amadurecimento de uma fruta. Dentre essas disciplinas, eu ressalto a química, pois a professora diante da realidade da escola, sem laboratório, trazia para as aulas alguns experimentos simples, o que aumentava cada vez mais a minha curiosidade para entender como os processos microscópicos ocorriam. Portanto, penso que dentre as experiências que eu obtive, as que mais despertaram o interesse pelas ciências, foram as vivenciadas na escola.
Pseudônimo: Brisa da manhã Inacreditavelmente o meu despertar para ciência aconteceu por meio do medo. Sim, o medo de um animal motivou-me a estudá-lo melhor para me defender dele. É sempre bom conhecer o inimigo para saber como agir em um possível confronto. Vou explicar melhor como tudo aconteceu...Minha mãe viveu sua infância com a família na roça, rodeada de mato, banhos de rio, idas aos currais para tirar leite da vaca, experimentando o contato com a natureza e com diversos animais, inclusive elas, as temidas aranhas caranguejeiras. Por várias vezes minha mãe contou para mim e minhas irmãs, suas terríveis experiências com esses aracnídeos, a forma como caíam do telhado nas costas delas, como adentravam os quartos e sorrateiramente se infiltravam embaixo das camas, falava sobre a peregrinação diária em busca de caranguejeiras pela casa e de como meu avó acabava com elas lançando querosene e ateando fogo em seguida. Firmei comigo mesma o propósito de conhecê-las melhor. Aí sim, a ciência entrou na história por meio da curiosidade. Aproveitei uma enciclopédia que meu pai tinha dado a mim e minhas irmãs e li sobre minhas inimigas. Aprendi sobre a divisão dos seus corpos, seus hábitos noturnos (assustadores), como pegavam suas presas, como era o acasalamento, e a forma como guardavam seus ovos em uma bolsa que mantinham próximas ao corpo (dependendo da espécie da aranha). Não satisfeita com as leituras, comecei procurar pelas aranhas caseiras que sempre estão próximas de nós e foi incrível confirmar pela observação, o que eu tinha aprendido nas leituras... Consegui ao longo da minha infância e adolescência ver várias aranhas domésticas protegendo suas bolsas de ovos, capturando suas presas ou preparando suas teias milimetricamente planejadas. Posso dizer que ainda tenho medo de aranhas, as histórias ouvidas na infância por vezes ainda ecoam, porém considero hoje que ao lado do medo consigo sentir fascínio também. E já não as considero inimigas. A investigação e a curiosidade pelo seu modo de vida, me fez compreender que é relativamente pequeno o número de aranhas nocivas ao homem e o quanto elas são importantes para o equilíbrio ambiental. Ainda bem né?
Refletir sobre as situações que despertaram o meu interesse pela Ciência, fez-me recordar os muitos momentos da minha infância em que destinei várias horas do meu tempo para contemplar o céu. Observava as nuvens (os seus formatos, tamanhos, como se movimentavam e tinham a aparência de leveza como o algodão). Junto com outras crianças visualizava diversas imagens formadas pelas nuvens (animais, objetos e tantas ouras coisas). Ah... nada me encantava mais do que apreciar as inúmeras estrelas que enfeitavam o céu. Como me envolvia admirando aqueles pontos brilhantes que não caíam do céu. Daí vários questionamentos passaram a me inquietar: Como as estrelas são formadas? Qual será o tamanho real das estrelas? Por que as estrelas não caem? Elas deixam de existir? Em quantas elas são? Alguém consegue contar as estrelas? Por que tem noites que são mais estreladas? É possível alguém tocar nas estrelas? Curiosidades como essas e outras surgiam no grupo de crianças que reunidas dedicavam uma parte do seu tempo para admirar e buscar respostas para perguntas que não se calavam. Em meio a tantas perguntas, os pequenos curiosos levantavam várias hipóteses, mas... nenhuma delas puderam ser testadas. E a lua? Ah... como me fascinava! Várias indagações surgiam e faziam a minha imaginação se multiplicar. Foi a partir desses questionamentos que me interessei e me encantei com a Ciência. Pena que naquela época a internet não era acessível para eu pesquisar!
O que me motivou a gostar de ciência?? O que me levou ao encantamento que tenho pela ciência?? Bom, posso dizer que tudo começou na minha fase de estudante no ensino médio... A disciplina de Biologia era uma das melhores, se não a melhor. A professora transcendia ciência, era apaixonada pelo que fazia, isso era notório em todas as aulas. Ela era vislumbrada pela ciência. Suas aulas eram maravilhosas e eu fazia questão de sentar nas primeiras cadeiras. Fazia todo gosto em participar das aulas... por quê? Porque a paixão pela ciência estava começando. É impressionante como um professor pode exercer uma influência sobre o estudante, mesmo que indiretamente. Eu era alunx de 10 em Biologia!!! As aulas da minha professora eram variadas. Ela fazia uso de vários recursos! Às vezes pareciam simples, mas no final, a gente aprendia muito!! Na minha primeira aula sobre células, eu entrei numa célula gigante!! SÉRIO!!! A professora montou uma estrutura de papelão, a qual representava a célula e tinham todas as suas organelas. Era algo tridimensional, podíamos tocar nas organelas e a professora ia explicando cada uma delas na medida que passávamos por elas. Naquele dia eu percebi o quanto a ciência é linda, o quanto podemos compreendê-la de modo simples, de modo dinâmico, de modo “VIVO”, pois realmente eu vivi a célula nessa aula. O interessante disso tudo era a minha curiosidade em cada um dos assuntos. Eu ficava aguçadx em querer saber mais e, assim, procurava pesquisar sobre os assuntos logo quando chegava em casa. Eu queria ter bastante conteúdo para poder participar das aulas. :D No 3º ano do EM eu já tinha uma paixão consolidada. Como não amar a Ciência depois de vivenciá-la de forma tão significativa? Cheguei a tentar outro vestibular, mas eu tinha em mente uma inspiração viva, queria dar aulas de Ciências/Biologia. Queria “fazer Ciência”!! Queria poder proporcionar em outras pessoas a mesma sensação que tive enquanto estudante. Quem sou eu?? SOU AMANTE DA CIÊNCIA E DO CONHECIMENTO!! :D
Observando minha trajetória de vida, percebo que passei por vários processos que me ajudaram a despertar minha curiosidade com o mundo ao meu redor e como a Ciência poderia me ajudar nessa compreensão. Dentre esses elementos principais, destaco: acesso aos meios de comunicação (TV, livros didáticos e posteriormente a Internet); influências do processo de escolarização e influências de docentes. Ao longo do texto, vocês perceberão esses elementos.
Inicialmente, nos primeiros anos de vida, acredito que todos nós criamos uma vontade crescente de entender o porquê das coisas serem como são, e não de outro modo. Quando criança, eu gostava de observar as estrelas, e achava estranho, pois não se pareciam com o desenho de estrela que fazia na escola. Achava esquisito que um grão de feijão conseguia nascer também dentro de um algodão, depois que fiz esse experimento na escola. E com isso, ao longo do tempo, tinha vontade em saber cada vez mais sobre o mundo e sobre curiosidades no geral, inclusive as científicas.
O fato de ter acesso à televisão desde os 5 ou 6 anos me ajudou bastante a conhecer melhor esse mundo em que vivia, já que não tinha muito acesso aos livros (somente os livros didáticos). Assim, tive muita vontade de assistir programas de perguntas e respostas (Show do Milhão, Passa ou Repassa, etc.) para saber das coisas em geral (capitais de países, anos e datas importantes na História, etc.), e não somente sobre Ciência. Entretanto, alguns programas de TV da infância me despertavam interesse por Ciência, como os programas que passavam sábados de manhã cedo na TV Globo, além de documentários e outros programas que mostravam reportagens interessantes. Além disso, gostava de ler os livros didáticos e observar as imagens que eles traziam, já que não tinha acesso a outros livros e ninguém me levava na biblioteca da cidade.
Com o passar dos anos, meu processo de escolarização me influenciou muito, tanto para aguçar minha curiosidade e buscar sempre coisas novas e saber das coisas (por exemplo, uma competição entre turmas em que uma das provas era baseada em responder perguntas), quanto também para achar que a Ciência era apenas mais uma matéria de escola, baseado apenas em cópias e memorizações.
Porém, também surgiram situações em que meus colegas e eu estávamos discutindo Ciência sem nos darmos conta disso. Um desses momentos era nas segundas-feiras, em que me reunia com os colegas para debatermos sobre os animais que eram apresentados no quadro Domingo Selvagem, e as discussões era muito interessantes. Um outro momento marcante foi quando a professora de Ciências da 7ª série passou um trabalho em que tínhamos que verificar uma região da cidade, desenhar em cartolinas como ela era antes e depois da ação humana, investigar as causas e consequências das ações e apresentar para a turma. Lembro que a equipe da qual eu fazia parte apresentou sobre um trecho de um rio que passa pelo município, e mostramos o que descobrimos a partir de conversas com moradores. Somente anos depois eu percebi que aquele foi o mais importante trabalho que desenvolvi na escola, pois foi o que mais me fez me voltar realmente para a realidade de onde morava, e o que mais se aproximou das etapas do método científico. Porém, infelizmente, “pesquisar” para mim até o ensino médio era apenas vasculhar nas fontes, copiar e entregar o conteúdo.
A partir da 8ª série e do ensino médio, tive mais empolgação com as disciplinas desmembradas das “Ciências” (Química, Física e Biologia). Apesar de não ter tido o ensino com a qualidade que gostaria, gostava de ler os livros didáticos e acessar conteúdos. Além disso, lembro de um professor de Física que tinha mestrado na USP. Era a primeira vez que conhecia alguém que tinha esse título. A partir daí, além de me impulsionar a vontade de estudar, me despertava também a vontade de também ter esse título e seguir sempre estudando...
O meu interesse pela Ciência foi exclusivamente aguçado na escola, não por conta de um único momento, uma ideia ou mesmo uma curiosidade específica, houveram acontecimentos que contribuíram na minha decisão de querer tanto aprender mais sobre ciência, quanto ensinar de um modo geral um pouco do que aprendi e aprendo até hoje. Foram acontecimentos gradativos e de alguma forma parecia que conforme eu avançava a curiosidade sobre tudo aumentava. Sempre que recordo um pouco sobre a minha trajetória escolar, especificamente das aulas de Ciências, penso em uma aula diferente que tivemos, quando um professor tentava associar a teoria a algo mais visual, o aprendizado tendia a se consolidar na memória. Foi o que aconteceu enquanto professor explicava conteúdos de Citologia, o método usado por ele foi modelos para exemplificar o que era uma parede celular, uma membrana plasmática, lembro com muito afinco a dedicação do meu professor em nos ensinar, nos ajudando no processo de aprendizagem. Ainda no 1º ano do EM outros momentos marcaram muito e foram cruciais no meu despertar de interesse por tudo que envolvia Ciência, e sem dispersar das demais disciplinas, me dedicava muito à duas disciplinas: Biologia e Química. Ansioso (a) eu ficava para as provas e comecei a fazer revisões para meus dois melhores amigos da época, me empolgava a ideia de poder ajudá-los nas minhas revisões e logo comecei a compartilhar com a turma toda, unia-se o útil ao agradável, as duas disciplinas que eu mais gostava e poder compartilhar o que eu aprendia. Até agora, esses foram momentos dos quais me recordo com mais clareza. Infelizmente naquela época meus professores não usavam muitas experiências, outras tecnologias ou aulas muito didáticas, mas havia a preocupação de alguns deles quanto a isso, a exemplo do professor que usava modelos didáticos, mesmo que simples, para melhorar nosso aprendizado. Me recordo de ter ido até a diretora por querer saber se ela não poderia encontrar um microscópio para a escola para que pudéssemos ter aulas práticas (na minha cabeça ter uma aula prática em laboratório iria me fazer sentir cientista, mal sabia eu que já era um(a) ). E por falar em cientistas, conto agora a minha melhor lembrança e experiência, a mais legal a fascinante que tive também no ensino médio, agora no 3º Ano. Na minha escola todo ano acontecia uma Feira de Ciências, o nome já me chamava atenção, sem dúvidas era uma das atividades mais aguardadas do ano. Os professores planejavam os temas de acordo com os níveis ensino, FELIZMENTE tivemos a sorte de concluir o nível médio com a temática “Experiências e Conhecimentos”. Tínhamos que mostrar a Biologia, Química e a Física de um modo diferente. Dividimos a turma em 3 grupos para as respectivas disciplinas, fiquei no grupo da Química, um dos experimentos que levamos utilizava água, detergente e pimenta, no caso explicamos sobre as moléculas da água, tensão superficial, e mostramos na prática como isso ocorria. Foi muito interessante a experiência e como a feira era aberta ao público nos sentíamos verdadeiros cientistas em um laboratório, pois todos combinaram de vestir calça, sapato fechado e jaleco. Gostaria muito de poder mostrar as fotos dessa feira de ciências, guardo todas com muito cuidado… quem sabe ao final da disciplina. Logicamente que a minha ideia de cientista hoje não se limita apenas a ideia de alguém com jaleco e óculos fechado em um laboratório, mas certamente o que vivenciei durante a minha vida e estes poucos elementos foram o que me aproximaram da ciência, digo com absoluta certeza mais uma vez que foram cruciais na minha decisão de enveredar por este caminho.
Que elementos de sua história de vida trouxeram aproximação com a Ciência?
Quando falamos em ciência recordo-me o quanto era difícil de pensar e falar sobre a mesma, parece que a ciência era algo apenas para os grandes pesquisadores, ou seja, algo que só seria possível se chegasse ao ensino superior e se especializar em uma das áreas que levasse a essa concepção. Durante minha trajetória de vida desde as séries iniciais e assim perdurou até o ensino médio, não tive aulas sobre ciências, tão pouco projetos e feiras de ciências na escola. O conhecimento voltado a questão do ensino de ciências resumia-se apenas a disciplina de – Ciências, onde conhecer por exemplo a fotossíntese realizada pela planta, o plantar de um feijão num copinho entre outros tipos de experimentos, parecia ser a única forma de fazer “Ciências”. Quando ingressei na universidade e como professor, pude perceber o quanto a ciência faz parte de nossas vidas tanto para as várias áreas do conhecimento como para o avanço da saúde, das grandes empresas, a questão econômica, o nosso dia a dia, entre outras, esse conhecimento adquirido pela sociedade ao longo dos tempos corre no campo da ciência facilitando, descobrindo e ajudando a vencer os desafios que a sociedade enfrenta. Atualmente vejo a importância da ciência para o destino da humanidade, desde a prevenção de doenças que estão surgindo mediante as questões ambientais até mesmo a criação de novas tecnologias e ferramentas que irão auxiliar a sociedade nos tempos atuais e para as próximas gerações.
O meu interesse pelas ciências começou, quando eu ainda era criança. Minha mãe me contava historias da Bíblia e eu cada vez mais me mostrava curiosa e fascinada pela sua complexidade e beleza. Aprendi nessa época que a natureza funcionava em forma de teia de maneira que uma parte sua sendo afetada, afetaria todo o sistema, devido o emanralhado de conexões em seus sistemas. Tudo isto me fascinava desde essa época. Desta forma fui aprendendo a apreciar a natureza, me encantar com sua beleza e bom funcionamento, senão perfeito funcionamento. Hoje cada vez mais vejo a inteligência de Deus, assim como me dou conta de que o homem por mais inteligente que seja, unindo até mesmo todas as inteligências humanas, não se aproxima da de Deus. Assim me contento em apreciar, divulgar a sabedoria divina. A levar outros a perceber a importância do ensino de ciências ou mesmo a importância de se refletir sobre a natureza e o que nós enquanto seres humanos podemos fazer para mostrarmos gratidão por esse universo.
Codinome: Izzie Steven (Personagem de Grey´s Anatomy)
Que elementos de sua história de vida trouxeram aproximações com a ciência?
Oi genteee! Tudo bem com vocês? Sou a Izzie Steven. E não, não sou uma cirurgiã e não é sobre a rotina em um hospital que irei discorrer aqui. Estarei compartilhando no decorrer deste tempinho que passaremos juntos, um pouco das minhas características e da minha história de vida e talvez vocês descubram quem sou eu. Bom, diferente de muitas pessoas eu não cresci com vocação para ser uma cientista, na verdade nunca me imaginei na ciência e talvez, de repente ela tenha caído de para quedas na minha vida... Mas quando eu tive um contato direto neste mundo mágico (nem tanto) e encantador da ciência, eu descobrir que era a carreira que eu pretendia seguir. Durante toda a minha infância, eu sonhava em ser dançarina (não ria de mim), atire a primeira pedra a menina que nunca sonhou em ser dançarina, era o auge na época (não sou tão velha assim). Lembro-me que ficava horas e horas no espelho imitando Joelma da banda calipso (xiiii. Segredo nosso). Ser cientista era a última coisa que pensaria em ser nessa época, ainda que durante o ensino fundamental, no 8º ano (antiga 7ª série), uma das coisas que eu mais gostava era estudar o corpo humano, era (e é) o meu assunto preferido na disciplina de ciências e no ensino médio ter me apaixonado pela ecologia (paixão essa que se acabou quando eu entrei na Universidade, infelizmente (graças a certos professores)). Ao concluir o ensino médio, por um tempo fiquei naquela vibe de nem saber que rumar tomar e o que queria ser profissionalmente falando. Na verdade, por um tempo quis ser médica veterinária, mas desistir depois que estudei em uma determinada Instituição Federal, onde percebi que não era algo que eu queria de fato seguir, apesar de admirar e muito tal profissão... Foi nesta instituição que também descobrir que área eu queria seguir, pois no curso que fiz, tive um contato mais profundo com a ciência e suas nuances e uma pequena brasinha começou a ser acesa. Mas foi apenas após minha entrada na UESC que as faíscas começaram aparecer. Para ser sincera inicialmente eu estava feliz por consegui ter acesso à Universidade, mas por outro lado, mais perdida que pastilha na boca de banguelo, sem saber ao certo que mundo era aquele e se eu estava realmente no curso certo. Só após um semestre que a fogueira foi acesa e de fato descobrir a carreira que eu queria seguir. Hoje sou adepta da ciência (na verdade sempre estive, mas de forma inconsciente) não de uma ciência dogmatizada, absoluta e neutra, mas de uma ciência flexível, capaz de reinventar-se e de despertar curiosidade. QUEM SOU EU? Sou amante da vida em toda sua diversidade de manifestações.
“Apenas uma sociedade que é versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável” Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA).
Falar em ciência é falar de vida. É um mistério que me fascina a muito tempo. Na escola uma das primeiras atividades que despertou meu fascínio foi uma atividade que a professora realizou em sala com a turma. No momento ela nos mostrava as cores e como a mistura de substancias de cores diferentes poderiam gerar outras cores, aquela atividade foi incrível e com meus poucos anos de vida escolar pude perceber como era encantadora e misteriosa a atividades desenvolvidas pela ciência e como ela poderia abrir caminhos para solucionar diversas indagações feitas pelos homens. A prática da ciência fornece um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído. Dessa forma, com o passar do tempo pode perceber que a ciência esta intrínseca em muitas coisas e, que dela podem-se buscar respostas para muitas questões. Devemos buscar incluir as atividades práticas nas nossas aulas, estimular nos alunos o encanto pelas novas descobertas.
O conhecimento científico sempre me encantou. Quando eu era criança, meu principal entretenimento era ir para escola encontrar meus amigos, e em casa, ver televisão. Assistia muitos desenhos animados, filmes e séries infantis, os meus preferidos sempre eram aqueles que tinham alguns episódios relacionados com a natureza e/ou o conhecimento científico, como por exemplo: “O mundo da lua”, o “Castelo Ratimbum”, “Sítio do Picapau amarelo”, entre outros. Além disso, também adorava observar as figuras que ilustravam os livros de ciências e geografia, já despertando uma curiosidade sobre o conteúdo relacionado com as figuras. Na escola as aulas de ciências e geografia eram as minhas preferidas, por mais que eu não me recorde de ter tido aulas práticas em sala de aula ou laboratório, mas o conhecimento adquirido sempre me encantava. Eu adorava pegar a minha prima na escola dela, porque lá as aulas de ciências eram na sala de ciências, uma sala totalmente voltada para o conhecimento científico, tinha uma coleção de animais mortos e a sala era bem decorada com imagens relacionadas aos conhecimentos da natureza e de ciências de forma geral, ficava encantada. No primeiro ano do ensino médio, uma professora de química levou toda a minha turma, para visitar à UESC. Foi um passeio muito divertido, afinal de contas nunca tinha realizado uma aula de campo, e nunca tinha passeado com meus colegas de turmas. Mas, lembro que o que mais me chamou atenção foi a visita aos laboratórios, principalmente o de anatomia humana, que me deixou alguns dias sem dormir, e algumas horas cuspindo, pois conseguimos ver um cadáver humano conservado em formol (lembro do cheiro forte até hoje), mesmo assim, foi uma experiência maravilhosa. E assim, baseado em todos os aspectos citados, foi que surgiu meu interesse pela ciência. Quando tive que escolher um curso de ensino superior, meu principal critério foi escolher um curso que me fizesse estudar o que eu gostava. Ou seja, ser professor(a) foi uma consequência, mas mesmo assim, conseguir me adaptar e gostar da profissão que indiretamente eu escolhi.
Pensar nas minhas primeiras concepções sobre conhecimento científico, me faz ir na minha infância, quando o desejo ser professor se manifestou apenas como brincar de faz de conta. Meus desejos de conhecer a rotina deste universo do “ser professor” começaram a se evidenciar e, por incrível que pareça, eles foram fomentados com indagações na área de ciências. Impressionante isto...
ResponderExcluirO primeiro deles foi me extasiar com a produção das matrizes e mimeógrafos. Ficava atenta aos momentos onde os professores rondavam este ambiente e era a hora de “rodar atividade”. Como era interessante ver um oficio branco se transformar em inúmeras possibilidades...
O segundo momento, e acho que o mais “mão na massa”, foi a tentativa de produzir em casa tinta colorida. Lembro que foram inúmeros experimentos... Mas o último deles e que me fez desistir de tentar foi quando fiz a mistura da tinta de caneta, cada cor separadamente, com água, e coloquei imediatamente na geladeira pra engrossar. Esperei horas por isto... e nada. Até que tive a ideia, já que não conseguia a consistência adequada da tinta da escola, resolvi pensar em algo que se parecesse com aquela textura mágica. Foi ai que adicionei leite condensado a mistura, pois o leite condensado tinha a textura que aproximava com a da tinta. A “espera” foi grande e a decepção do “como assim” pois ela não acontecia. Aí desisti.
Antes mesmo de perguntar. Só me dei conta disto, na reflexão para esta vivência.
Quem sou eu?
Pseudônimo: Diná
ResponderExcluirHá alguns elementos de minha história de vida, principalmente da minha infância, que explicam a escolha pela Ciência. Sempre fui uma pessoa curiosa, criativa, adorava inventar e imaginar coisas, eu era daquelas que gostava de aprender e conhecer coisas novas e diferentes, eu tinha esse desejo latente de entender as "coisas", "fenômenos", "processos" e até as pessoas, talvez a fonte de todas as perguntas que eu tinha era fruto da vontade de entender o mundo mesmo.
E tem um material que me marcou, que eu sou apaixonada e tenho um carinho especial até hoje, a Revista Ciência Hoje das Crianças - CHC. As edições dessa revista ficavam disponíveis na sala de leitura/biblioteca da escola onde estudava no Ensino Fundamental II, e me lembro que eu gostava muito de ler e levar para casa porque apresentavam uma CIÊNCIA diferente daquela que eu aprendia na sala de aula, era sem dúvida uma maneira diferente de falar sobre CIÊNCIA. A capa sempre trazia uma frase intrigante e imagens divertidas que chamavam minha atenção, sem contar que eram assuntos bem variados e muitas vezes desconhecidos.
Apesar de reconhecer a importância desse material percebo que nunca tive a oportunidade de participar de aulas de ciências em que ele fosse utilizado como recurso didático, claro que é possível que ele tenha sido utilizado desta forma em outros contextos, mas nas experiências que tenho e me recordo elas ficavam presas na salas de leitura, enfileiradas e organizadas. Acho que esse desejo de entender o mundo, de pensar nas minhas perguntas e nas de outras pessoas, além da formação na área de ensino criaram essa paixão pelo ensino de Ciências, pela divulgação científica, pela ficção científica, pela leitura, pela Ciência diferenciada, espero poder levar isso para sala de aula e aos poucos tentar responder as perguntas que ainda carrego comigo e mediar a busca dos estudantes pelas suas próprias respostas.
Pseudônimo: JOÃO
ResponderExcluirBem, acredito que tudo começou no Ensino fundamental II (mais especificamente, dos meus 11 anos aos 13 anos, que engloba do 6º ano até o 8º ano), em que estudei sobre os seres vivos, o corpo humano, o meio ambiente dentre outros assuntos. Todos os conteúdos me deixavam intrigada, pois passava refletir sobre o meu organismo, sobre o seu funcionamento e o quão era dinâmico e repleto de peculiaridades. E quanto mais estudava ciências, mais eu gostava, pois passava a ver o ambiente ao meu redor de outra forma. É importante ressaltar a importância de alguns professores que contribuíram para que eu despertasse esse interesse pelas ciências, por meio de suas aulas e da forma dinâmica em explicar os conteúdos.
Além do Ensino Fundamental II, destaco também o período do Ensino médio, em que houve a separação das disciplinas da área das ciências, biologia, física e química. Nesse momento, eu conheci algo novo, que fazia parte da minha vida desde o estudo das plantas até como funciona uma lâmpada e como o que se trata e as causas do amadurecimento de uma fruta. Dentre essas disciplinas, eu ressalto a química, pois a professora diante da realidade da escola, sem laboratório, trazia para as aulas alguns experimentos simples, o que aumentava cada vez mais a minha curiosidade para entender como os processos microscópicos ocorriam.
Portanto, penso que dentre as experiências que eu obtive, as que mais despertaram o interesse pelas ciências, foram as vivenciadas na escola.
Pseudônimo: Brisa da manhã
ResponderExcluirInacreditavelmente o meu despertar para ciência aconteceu por meio do medo. Sim, o medo de um animal motivou-me a estudá-lo melhor para me defender dele. É sempre bom conhecer o inimigo para saber como agir em um possível confronto.
Vou explicar melhor como tudo aconteceu...Minha mãe viveu sua infância com a família na roça, rodeada de mato, banhos de rio, idas aos currais para tirar leite da vaca, experimentando o contato com a natureza e com diversos animais, inclusive elas, as temidas aranhas caranguejeiras.
Por várias vezes minha mãe contou para mim e minhas irmãs, suas terríveis experiências com esses aracnídeos, a forma como caíam do telhado nas costas delas, como adentravam os quartos e sorrateiramente se infiltravam embaixo das camas, falava sobre a peregrinação diária em busca de caranguejeiras pela casa e de como meu avó acabava com elas lançando querosene e ateando fogo em seguida.
Firmei comigo mesma o propósito de conhecê-las melhor. Aí sim, a ciência entrou na história por meio da curiosidade. Aproveitei uma enciclopédia que meu pai tinha dado a mim e minhas irmãs e li sobre minhas inimigas. Aprendi sobre a divisão dos seus corpos, seus hábitos noturnos (assustadores), como pegavam suas presas, como era o acasalamento, e a forma como guardavam seus ovos em uma bolsa que mantinham próximas ao corpo (dependendo da espécie da aranha).
Não satisfeita com as leituras, comecei procurar pelas aranhas caseiras que sempre estão próximas de nós e foi incrível confirmar pela observação, o que eu tinha aprendido nas leituras... Consegui ao longo da minha infância e adolescência ver várias aranhas domésticas protegendo suas bolsas de ovos, capturando suas presas ou preparando suas teias milimetricamente planejadas.
Posso dizer que ainda tenho medo de aranhas, as histórias ouvidas na infância por vezes ainda ecoam, porém considero hoje que ao lado do medo consigo sentir fascínio também. E já não as considero inimigas. A investigação e a curiosidade pelo seu modo de vida, me fez compreender que é relativamente pequeno o número de aranhas nocivas ao homem e o quanto elas são importantes para o equilíbrio ambiental. Ainda bem né?
Pseudônimo: Girassol
ResponderExcluirRefletir sobre as situações que despertaram o meu interesse pela Ciência, fez-me recordar os muitos momentos da minha infância em que destinei várias horas do meu tempo para contemplar o céu. Observava as nuvens (os seus formatos, tamanhos, como se movimentavam e tinham a aparência de leveza como o algodão). Junto com outras crianças visualizava diversas imagens formadas pelas nuvens (animais, objetos e tantas ouras coisas). Ah... nada me encantava mais do que apreciar as inúmeras estrelas que enfeitavam o céu. Como me envolvia admirando aqueles pontos brilhantes que não caíam do céu. Daí vários questionamentos passaram a me inquietar: Como as estrelas são formadas? Qual será o tamanho real das estrelas? Por que as estrelas não caem? Elas deixam de existir? Em quantas elas são? Alguém consegue contar as estrelas? Por que tem noites que são mais estreladas? É possível alguém tocar nas estrelas? Curiosidades como essas e outras surgiam no grupo de crianças que reunidas dedicavam uma parte do seu tempo para admirar e buscar respostas para perguntas que não se calavam. Em meio a tantas perguntas, os pequenos curiosos levantavam várias hipóteses, mas... nenhuma delas puderam ser testadas. E a lua? Ah... como me fascinava! Várias indagações surgiam e faziam a minha imaginação se multiplicar. Foi a partir desses questionamentos que me interessei e me encantei com a Ciência. Pena que naquela época a internet não era acessível para eu pesquisar!
Pseudônimo: Liberdade de Ser
ResponderExcluirO que me motivou a gostar de ciência?? O que me levou ao encantamento que tenho pela ciência??
Bom, posso dizer que tudo começou na minha fase de estudante no ensino médio... A disciplina de Biologia era uma das melhores, se não a melhor. A professora transcendia ciência, era apaixonada pelo que fazia, isso era notório em todas as aulas. Ela era vislumbrada pela ciência. Suas aulas eram maravilhosas e eu fazia questão de sentar nas primeiras cadeiras. Fazia todo gosto em participar das aulas... por quê? Porque a paixão pela ciência estava começando.
É impressionante como um professor pode exercer uma influência sobre o estudante, mesmo que indiretamente. Eu era alunx de 10 em Biologia!!! As aulas da minha professora eram variadas. Ela fazia uso de vários recursos! Às vezes pareciam simples, mas no final, a gente aprendia muito!!
Na minha primeira aula sobre células, eu entrei numa célula gigante!! SÉRIO!!! A professora montou uma estrutura de papelão, a qual representava a célula e tinham todas as suas organelas. Era algo tridimensional, podíamos tocar nas organelas e a professora ia explicando cada uma delas na medida que passávamos por elas. Naquele dia eu percebi o quanto a ciência é linda, o quanto podemos compreendê-la de modo simples, de modo dinâmico, de modo “VIVO”, pois realmente eu vivi a célula nessa aula.
O interessante disso tudo era a minha curiosidade em cada um dos assuntos. Eu ficava aguçadx em querer saber mais e, assim, procurava pesquisar sobre os assuntos logo quando chegava em casa. Eu queria ter bastante conteúdo para poder participar das aulas. :D
No 3º ano do EM eu já tinha uma paixão consolidada. Como não amar a Ciência depois de vivenciá-la de forma tão significativa? Cheguei a tentar outro vestibular, mas eu tinha em mente uma inspiração viva, queria dar aulas de Ciências/Biologia. Queria “fazer Ciência”!! Queria poder proporcionar em outras pessoas a mesma sensação que tive enquanto estudante.
Quem sou eu?? SOU AMANTE DA CIÊNCIA E DO CONHECIMENTO!! :D
Pseudônimo: Saturno
ResponderExcluirObservando minha trajetória de vida, percebo que passei por vários processos que me ajudaram a despertar minha curiosidade com o mundo ao meu redor e como a Ciência poderia me ajudar nessa compreensão. Dentre esses elementos principais, destaco: acesso aos meios de comunicação (TV, livros didáticos e posteriormente a Internet); influências do processo de escolarização e influências de docentes. Ao longo do texto, vocês perceberão esses elementos.
Inicialmente, nos primeiros anos de vida, acredito que todos nós criamos uma vontade crescente de entender o porquê das coisas serem como são, e não de outro modo. Quando criança, eu gostava de observar as estrelas, e achava estranho, pois não se pareciam com o desenho de estrela que fazia na escola. Achava esquisito que um grão de feijão conseguia nascer também dentro de um algodão, depois que fiz esse experimento na escola. E com isso, ao longo do tempo, tinha vontade em saber cada vez mais sobre o mundo e sobre curiosidades no geral, inclusive as científicas.
O fato de ter acesso à televisão desde os 5 ou 6 anos me ajudou bastante a conhecer melhor esse mundo em que vivia, já que não tinha muito acesso aos livros (somente os livros didáticos). Assim, tive muita vontade de assistir programas de perguntas e respostas (Show do Milhão, Passa ou Repassa, etc.) para saber das coisas em geral (capitais de países, anos e datas importantes na História, etc.), e não somente sobre Ciência. Entretanto, alguns programas de TV da infância me despertavam interesse por Ciência, como os programas que passavam sábados de manhã cedo na TV Globo, além de documentários e outros programas que mostravam reportagens interessantes. Além disso, gostava de ler os livros didáticos e observar as imagens que eles traziam, já que não tinha acesso a outros livros e ninguém me levava na biblioteca da cidade.
Com o passar dos anos, meu processo de escolarização me influenciou muito, tanto para aguçar minha curiosidade e buscar sempre coisas novas e saber das coisas (por exemplo, uma competição entre turmas em que uma das provas era baseada em responder perguntas), quanto também para achar que a Ciência era apenas mais uma matéria de escola, baseado apenas em cópias e memorizações.
Porém, também surgiram situações em que meus colegas e eu estávamos discutindo Ciência sem nos darmos conta disso. Um desses momentos era nas segundas-feiras, em que me reunia com os colegas para debatermos sobre os animais que eram apresentados no quadro Domingo Selvagem, e as discussões era muito interessantes. Um outro momento marcante foi quando a professora de Ciências da 7ª série passou um trabalho em que tínhamos que verificar uma região da cidade, desenhar em cartolinas como ela era antes e depois da ação humana, investigar as causas e consequências das ações e apresentar para a turma. Lembro que a equipe da qual eu fazia parte apresentou sobre um trecho de um rio que passa pelo município, e mostramos o que descobrimos a partir de conversas com moradores. Somente anos depois eu percebi que aquele foi o mais importante trabalho que desenvolvi na escola, pois foi o que mais me fez me voltar realmente para a realidade de onde morava, e o que mais se aproximou das etapas do método científico. Porém, infelizmente, “pesquisar” para mim até o ensino médio era apenas vasculhar nas fontes, copiar e entregar o conteúdo.
A partir da 8ª série e do ensino médio, tive mais empolgação com as disciplinas desmembradas das “Ciências” (Química, Física e Biologia). Apesar de não ter tido o ensino com a qualidade que gostaria, gostava de ler os livros didáticos e acessar conteúdos. Além disso, lembro de um professor de Física que tinha mestrado na USP. Era a primeira vez que conhecia alguém que tinha esse título. A partir daí, além de me impulsionar a vontade de estudar, me despertava também a vontade de também ter esse título e seguir sempre estudando...
Sirius
ResponderExcluirO meu interesse pela Ciência foi exclusivamente aguçado na escola, não por conta de um único momento, uma ideia ou mesmo uma curiosidade específica, houveram acontecimentos que contribuíram na minha decisão de querer tanto aprender mais sobre ciência, quanto ensinar de um modo geral um pouco do que aprendi e aprendo até hoje. Foram acontecimentos gradativos e de alguma forma parecia que conforme eu avançava a curiosidade sobre tudo aumentava. Sempre que recordo um pouco sobre a minha trajetória escolar, especificamente das aulas de Ciências, penso em uma aula diferente que tivemos, quando um professor tentava associar a teoria a algo mais visual, o aprendizado tendia a se consolidar na memória. Foi o que aconteceu enquanto professor explicava conteúdos de Citologia, o método usado por ele foi modelos para exemplificar o que era uma parede celular, uma membrana plasmática, lembro com muito afinco a dedicação do meu professor em nos ensinar, nos ajudando no processo de aprendizagem. Ainda no 1º ano do EM outros momentos marcaram muito e foram cruciais no meu despertar de interesse por tudo que envolvia Ciência, e sem dispersar das demais disciplinas, me dedicava muito à duas disciplinas: Biologia e Química. Ansioso (a) eu ficava para as provas e comecei a fazer revisões para meus dois melhores amigos da época, me empolgava a ideia de poder ajudá-los nas minhas revisões e logo comecei a compartilhar com a turma toda, unia-se o útil ao agradável, as duas disciplinas que eu mais gostava e poder compartilhar o que eu aprendia. Até agora, esses foram momentos dos quais me recordo com mais clareza. Infelizmente naquela época meus professores não usavam muitas experiências, outras tecnologias ou aulas muito didáticas, mas havia a preocupação de alguns deles quanto a isso, a exemplo do professor que usava modelos didáticos, mesmo que simples, para melhorar nosso aprendizado. Me recordo de ter ido até a diretora por querer saber se ela não poderia encontrar um microscópio para a escola para que pudéssemos ter aulas práticas (na minha cabeça ter uma aula prática em laboratório iria me fazer sentir cientista, mal sabia eu que já era um(a) ). E por falar em cientistas, conto agora a minha melhor lembrança e experiência, a mais legal a fascinante que tive também no ensino médio, agora no 3º Ano. Na minha escola todo ano acontecia uma Feira de Ciências, o nome já me chamava atenção, sem dúvidas era uma das atividades mais aguardadas do ano. Os professores planejavam os temas de acordo com os níveis ensino, FELIZMENTE tivemos a sorte de concluir o nível médio com a temática “Experiências e Conhecimentos”. Tínhamos que mostrar a Biologia, Química e a Física de um modo diferente. Dividimos a turma em 3 grupos para as respectivas disciplinas, fiquei no grupo da Química, um dos experimentos que levamos utilizava água, detergente e pimenta, no caso explicamos sobre as moléculas da água, tensão superficial, e mostramos na prática como isso ocorria. Foi muito interessante a experiência e como a feira era aberta ao público nos sentíamos verdadeiros cientistas em um laboratório, pois todos combinaram de vestir calça, sapato fechado e jaleco. Gostaria muito de poder mostrar as fotos dessa feira de ciências, guardo todas com muito cuidado… quem sabe ao final da disciplina. Logicamente que a minha ideia de cientista hoje não se limita apenas a ideia de alguém com jaleco e óculos fechado em um laboratório, mas certamente o que vivenciei durante a minha vida e estes poucos elementos foram o que me aproximaram da ciência, digo com absoluta certeza mais uma vez que foram cruciais na minha decisão de enveredar por este caminho.
Disciplina: Alfabetização Científica
ResponderExcluirProfessora. Dra. Viviane Briccia
Codinome: Universo
Que elementos de sua história de vida trouxeram aproximação com a Ciência?
Quando falamos em ciência recordo-me o quanto era difícil de pensar e falar sobre a mesma, parece que a ciência era algo apenas para os grandes pesquisadores, ou seja, algo que só seria possível se chegasse ao ensino superior e se especializar em uma das áreas que levasse a essa concepção. Durante minha trajetória de vida desde as séries iniciais e assim perdurou até o ensino médio, não tive aulas sobre ciências, tão pouco projetos e feiras de ciências na escola. O conhecimento voltado a questão do ensino de ciências resumia-se apenas a disciplina de – Ciências, onde conhecer por exemplo a fotossíntese realizada pela planta, o plantar de um feijão num copinho entre outros tipos de experimentos, parecia ser a única forma de fazer “Ciências”.
Quando ingressei na universidade e como professor, pude perceber o quanto a ciência faz parte de nossas vidas tanto para as várias áreas do conhecimento como para o avanço da saúde, das grandes empresas, a questão econômica, o nosso dia a dia, entre outras, esse conhecimento adquirido pela sociedade ao longo dos tempos corre no campo da ciência facilitando, descobrindo e ajudando a vencer os desafios que a sociedade enfrenta.
Atualmente vejo a importância da ciência para o destino da humanidade, desde a prevenção de doenças que estão surgindo mediante as questões ambientais até mesmo a criação de novas tecnologias e ferramentas que irão auxiliar a sociedade nos tempos atuais e para as próximas gerações.
Pseudônimo MARIA
ResponderExcluirRefazer...
O meu interesse pelas ciências começou, quando eu ainda era criança. Minha mãe me contava historias da Bíblia e eu cada vez mais me mostrava curiosa e fascinada pela sua complexidade e beleza. Aprendi nessa época que a natureza funcionava em forma de teia de maneira que uma parte sua sendo afetada, afetaria todo o sistema, devido o emanralhado de conexões em seus sistemas. Tudo isto me fascinava desde essa época. Desta forma fui aprendendo a apreciar a natureza, me encantar com sua beleza e bom funcionamento, senão perfeito funcionamento. Hoje cada vez mais vejo a inteligência de Deus, assim como me dou conta de que o homem por mais inteligente que seja, unindo até mesmo todas as inteligências humanas, não se aproxima da de Deus. Assim me contento em apreciar, divulgar a sabedoria divina. A levar outros a perceber a importância do ensino de ciências ou mesmo a importância de se refletir sobre a natureza e o que nós enquanto seres humanos podemos fazer para mostrarmos gratidão por esse universo.
Codinome: Izzie Steven (Personagem de Grey´s Anatomy)
ResponderExcluirQue elementos de sua história de vida trouxeram aproximações com a ciência?
Oi genteee! Tudo bem com vocês?
Sou a Izzie Steven. E não, não sou uma cirurgiã e não é sobre a rotina em um hospital que irei discorrer aqui. Estarei compartilhando no decorrer deste tempinho que passaremos juntos, um pouco das minhas características e da minha história de vida e talvez vocês descubram quem sou eu.
Bom, diferente de muitas pessoas eu não cresci com vocação para ser uma cientista, na verdade nunca me imaginei na ciência e talvez, de repente ela tenha caído de para quedas na minha vida... Mas quando eu tive um contato direto neste mundo mágico (nem tanto) e encantador da ciência, eu descobrir que era a carreira que eu pretendia seguir.
Durante toda a minha infância, eu sonhava em ser dançarina (não ria de mim), atire a primeira pedra a menina que nunca sonhou em ser dançarina, era o auge na época (não sou tão velha assim). Lembro-me que ficava horas e horas no espelho imitando Joelma da banda calipso (xiiii. Segredo nosso). Ser cientista era a última coisa que pensaria em ser nessa época, ainda que durante o ensino fundamental, no 8º ano (antiga 7ª série), uma das coisas que eu mais gostava era estudar o corpo humano, era (e é) o meu assunto preferido na disciplina de ciências e no ensino médio ter me apaixonado pela ecologia (paixão essa que se acabou quando eu entrei na Universidade, infelizmente (graças a certos professores)).
Ao concluir o ensino médio, por um tempo fiquei naquela vibe de nem saber que rumar tomar e o que queria ser profissionalmente falando. Na verdade, por um tempo quis ser médica veterinária, mas desistir depois que estudei em uma determinada Instituição Federal, onde percebi que não era algo que eu queria de fato seguir, apesar de admirar e muito tal profissão... Foi nesta instituição que também descobrir que área eu queria seguir, pois no curso que fiz, tive um contato mais profundo com a ciência e suas nuances e uma pequena brasinha começou a ser acesa.
Mas foi apenas após minha entrada na UESC que as faíscas começaram aparecer. Para ser sincera inicialmente eu estava feliz por consegui ter acesso à Universidade, mas por outro lado, mais perdida que pastilha na boca de banguelo, sem saber ao certo que mundo era aquele e se eu estava realmente no curso certo. Só após um semestre que a fogueira foi acesa e de fato descobrir a carreira que eu queria seguir. Hoje sou adepta da ciência (na verdade sempre estive, mas de forma inconsciente) não de uma ciência dogmatizada, absoluta e neutra, mas de uma ciência flexível, capaz de reinventar-se e de despertar curiosidade.
QUEM SOU EU? Sou amante da vida em toda sua diversidade de manifestações.
Pseudônimo: ESPERANÇA
ResponderExcluir“Apenas uma sociedade que é versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável”
Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA).
Falar em ciência é falar de vida. É um mistério que me fascina a muito tempo. Na escola uma das primeiras atividades que despertou meu fascínio foi uma atividade que a professora realizou em sala com a turma. No momento ela nos mostrava as cores e como a mistura de substancias de cores diferentes poderiam gerar outras cores, aquela atividade foi incrível e com meus poucos anos de vida escolar pude perceber como era encantadora e misteriosa a atividades desenvolvidas pela ciência e como ela poderia abrir caminhos para solucionar diversas indagações feitas pelos homens.
A prática da ciência fornece um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído. Dessa forma, com o passar do tempo pode perceber que a ciência esta intrínseca em muitas coisas e, que dela podem-se buscar respostas para muitas questões. Devemos buscar incluir as atividades práticas nas nossas aulas, estimular nos alunos o encanto pelas novas descobertas.
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ResponderExcluirPseudônimo: Flor
ResponderExcluirO que despertou meu interesse pela Ciências...
O conhecimento científico sempre me encantou. Quando eu era criança, meu principal entretenimento era ir para escola encontrar meus amigos, e em casa, ver televisão. Assistia muitos desenhos animados, filmes e séries infantis, os meus preferidos sempre eram aqueles que tinham alguns episódios relacionados com a natureza e/ou o conhecimento científico, como por exemplo: “O mundo da lua”, o “Castelo Ratimbum”, “Sítio do Picapau amarelo”, entre outros. Além disso, também adorava observar as figuras que ilustravam os livros de ciências e geografia, já despertando uma curiosidade sobre o conteúdo relacionado com as figuras.
Na escola as aulas de ciências e geografia eram as minhas preferidas, por mais que eu não me recorde de ter tido aulas práticas em sala de aula ou laboratório, mas o conhecimento adquirido sempre me encantava. Eu adorava pegar a minha prima na escola dela, porque lá as aulas de ciências eram na sala de ciências, uma sala totalmente voltada para o conhecimento científico, tinha uma coleção de animais mortos e a sala era bem decorada com imagens relacionadas aos conhecimentos da natureza e de ciências de forma geral, ficava encantada.
No primeiro ano do ensino médio, uma professora de química levou toda a minha turma, para visitar à UESC. Foi um passeio muito divertido, afinal de contas nunca tinha realizado uma aula de campo, e nunca tinha passeado com meus colegas de turmas. Mas, lembro que o que mais me chamou atenção foi a visita aos laboratórios, principalmente o de anatomia humana, que me deixou alguns dias sem dormir, e algumas horas cuspindo, pois conseguimos ver um cadáver humano conservado em formol (lembro do cheiro forte até hoje), mesmo assim, foi uma experiência maravilhosa.
E assim, baseado em todos os aspectos citados, foi que surgiu meu interesse pela ciência. Quando tive que escolher um curso de ensino superior, meu principal critério foi escolher um curso que me fizesse estudar o que eu gostava. Ou seja, ser professor(a) foi uma consequência, mas mesmo assim, conseguir me adaptar e gostar da profissão que indiretamente eu escolhi.